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Perguntas

1) Será importante um jovem inserir-se num grupo, principalmente durante a sua adolescência?


2) Porque é que existe essa necessidade humana de formar grupos?


3) Qual o papel do meio social como influência nas nossas relações interpessoais?


4) Quais os factores motivacionais intrínsecos e extrínsecos que levam o indivíduo a querer pertencer a um grupo?


4.1) Qual a importância desses factores na dinâmica de grupo?


5) Qual o papel da família na formação da identidade pessoal?


6) Qual a influência do grupo no Eu?


7) Qual o contributo do Eu para o grupo?


8) A não integração num grupo pode ter influências negativas num indivíduo?


8.1) Quão grave pode ser essa influência?


9) É possível que algumas pessoas nasçam com predisposição para pertencer a algum grupo?

10) Porque razão os grupos (ou os jovens em particular) têm necessidade de se diferenciarem uns dos outros?

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Resultados dos Questionários

Feminino

15 Anos


1. Nesta questão, 100% dos interpelados responderam “Betos”.

2. Nesta questão obtemos os seguintes resultados:




Para Hippies:

3. 50% SIM
50% NÃO

3.1. Obtivemos como única resposta “skaters”

4. 50% Sem predominância de cores
50% Cores frias

5. 100% NÃO

5.1. *

6. 100% NÃO

6.1. 100% Responde

7. 50% Clássico
50% Moderno

8. 50% Pop
50 % Reggae

9.

10. 50% Humanidades
50% Artes

11. 100% NÃO

11.1. *

12. 100% NÃO

12.1. *

13. 100% SIM
13.1

14. 100% SIM

14.1. 33% Família
67% Amigos

15. 50% Pais
50% Mãe

16. 50% Satisfatória
50% Boa

17. 100% Responde

18. 100% Responde

Para Betos:

3. 80% SIM
20% NÃO
3.1.
4. 40% Cores Frias
40% Sem predominância de cores
20% Branco

5. 60% SIM
40% NÃO

5.1. 67% Colegas
33% Desconhecidos

6. 100% SIM

6.1. 100% Responde

7. 20% Original
20% Clássico
60% Comum
8.

9.

10. 80% Ciências
20% Artes

11. 80% SIM
20% NÃO

11.1 100% Cristianismo

12. 100% NÃO

12.1. *

13. 100% SIM

13.1.


14. 100% SIM

14.1. 12% Família
25% Colegas
63% Amigos

15. 60% Pais
40% Mãe

16. 100% Boa

17. 40% SIM
60% ÀS VEZES

17.1. 60% Responde
40% Não responde

18. 100% Responde

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Desenvolvimento do Blog

Desenvolvimento do Blog

Endereço do Blog: http://tribosurbanas-ap.blogspot.com

Objectivo do Blog:
Inicialmente, o grupo aceitou explorar o tema do projecto a partir de diversas fontes de informação. Entre essas fontes, a que mais nos desapontou foi a Internet: não foi possível encontrar nenhuma informação viável sobre os diversos temas procurados. Como solução para este problema, o grupo decidiu coleccionar diversos conteúdos e disponibilizá-los na Internet, como meio de difusão da informação obtida. Assim, o nosso Blog foi construído aos poucos, com contributos de todos os membros do grupo que resolveram chamar-lhe de ePortfólio (portfólio electrónico) dado que apresenta uma vasta gama de conteúdos relacionados com o tema do projecto.

Visitantes do Blog:
Como o principal objectivo do nosso Blog foi a partilha de informação através da Internet, o grupo procurou manter-se actualizado com o número de visitantes do Blog. Para isso, recorremos ao site http://flagcounter.com/ para obter um contador de visitantes que não só contabiliza o número de vezes que o Blog foi visitado, como também regista o número de visitantes e os países dos quais acedem à Internet. Assim, podemos afirmar que, até à data deste relatório, o Blog foi visitado 332 vezes por 36 pessoas, das quais 31 portugueses, 2 brasileiros, 2 americanos, 1 Moçambicano e 1 espanhol.

Blogs Afiliados:
O grupo orgulha-se de apresentar no nosso Blog, hiperligações para todos os outros Blogs elaborados pelos nossos colegas de turma que também adicionaram o nosso ePortfólio à sua lista de links partilhados. Deste modo, será possível reencaminhar visitantes entre os vários sites dos grupos da turma, tornando, assim, a partilha de informação mais fácil e a difusão dos conteúdos mais rápida.

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Cabaz de Natal

Cabaz de Natal

Objectivo da actividade: Com vista a tornar o projecto num trabalho auto-sustentável, o grupo realizou uma venda de rifas para o sorteio do Cabaz de Natal durante o 1º Período lectivo. Esse sorteio realizou-se no passado dia 4 de Janeiro na aula de Área de Projecto.
A aquisição de fundos: De modo a adquirir fundos para as despesas do trabalho, o grupo procedeu à venda de rifas para o Cabaz pelo valor acordado de 1€ a rifa. Foram vendidas 110 rifas num valor correspondente de 110€ a distribuir pelos seguintes gastos:
- Cabaz de Natal
- Cartazes do grupo
- Fotocópias e outras despesas de papelaria.

O Cabaz: O grupo, durante as férias de Natal, reuniu-se para escolher o Cabaz adequado ao sorteio no dia 2 de Janeiro de 2010 no centro comercial El Corte Inglés em Lisboa. Este prémio apresentava maioritariamente produtos alimentares com origem na Agricultura Biológica do nosso país, sendo muitos deles recomendados como de consumo saudável.
O Cabaz seleccionado resultou numa despesa de 90€ adquiridos durante a venda de rifas acima mencionada (ver anexo 1).

O sorteio: O sorteio do Cabaz de Natal deu-se no dia 4 de Janeiro na aula de Área de Projecto. Para proceder à escolha aleatória do número premiado, foi utilizado um método informático a partir da Internet (website: http://www.random.org/) com ajuda da professora da disciplina. A rifa premiada apresentava o número 11.

O vencedor: A rifa premiada (nº11) pertencia a Óscar P., residente em Lisboa, contactado logo após o sorteio do Cabaz. O prémio foi entregue ao vencedor mediante data previamente acordada (Dia de Reis) na sua residência.


As despesas de grupo: O grupo reuniu os restantes fundos para despesas relacionadas com o trabalho em si mesmo, nomeadamente os cartazes adquiridos na papelaria “Mar de Cópias” em Miraflores bem como outros bens de papelaria necessários à organização do portfólio e dossier de grupo (separadores e impressão de inquéritos).

Conclusão: A realização do sorteio do Cabaz de Natal não desempenhou o papel desejado pelo grupo devido a alterações em relação ao planeamento do documentário que levaram à diminuição dos custos inicialmente previstos para a filmagem. Perante esse panorama, o grupo diminuiu a venda de rifas e seleccionou um prémio mais valioso com vista a utilizar todos os fundos adquiridos a partir do sorteio em questão. Assim, todos os fundos foram utilizados para a elaboração do trabalho, embora numa escala menor comparativamente à inicialmente prevista pelo grupo.

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Exclusão Social

As «exclusões» são de uma forma geral, dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de um determinado grupo. Estes grupos «excluídos» ou, que sofrem de exclusão social, carecem assim de uma estratégia ou política de inserção de modo a que se possam integrar e ser aceites pela sociedade que os rodeia.
O termo exclusão social teve origem na França e, no modo francês de classificação social, neste caso, especificamente relacionado com pessoas ou grupos desfavorecidos. O sociólogo francês Robert Castel (1990), definiu a exclusão social como o ponto máximo atingível no decurso da marginalização, sendo este, um processo no qual o indivíduo se vai progressivamente afastando da sociedade através de rupturas consecutivas com a mesma.

A pobreza pode, por exemplo, levar a uma situação de exclusão social, no entanto, não é obrigatório que estes dois conceitos estejam intimamente ligados. Um trabalhador de uma classe social baixa, pode ser pobre e estar integrado na sua classe e comunidade. Deste modo, factores/estados como a pobreza, o desemprego ou emprego precário, as minorias étnicas e ou culturais, os deficientes físicos e mentais, os sem-abrigo, trabalhadores informais e os idosos podem originar grupos excluídos socialmente mas, não é obrigatório que o sejam.

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Discriminação

A discriminação refere-se a atitudes que prejudicam os sujeitos pertencentes a determinados grupos sociais e resulta de processos sociais que molestam os membros desses grupos. O género, a etnia, a raça, a nacionalidade, a religião têm sido ao longo da História algumas das categorias relativamente às quais se verificou discriminação.

A discriminação comporta uma diferenciação injusta e arbitrária que tem na sua base a crença de que os indivíduos pertencentes a determinadas categorias têm maior probabilidade de possuir características indesejáveis.

Tipos de Discriminação

1.1 Discriminação Directa e Indirecta

A discriminação directa refere-se ao tratamento menos favorável a alguém com base na sua pertença a um determinado grupo. A discriminação indirecta refere-se às situações em que, apesar de não se verificar uma discriminação formal, são aplicadas condições ou requisitos que se sabe à partida não serem possuídos pela grande maioria dos elementos do grupo que se quer discriminar. No século XX, grande número de países passou a prever na sua legislação a ilegalidade da discriminação, não só de tipo directo mas também indirecto, precisamente para operacionalizar o reconhecimento de princípios básicos de igualdade.

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Os jovens e a família

"A família tem sido encarada como o ponto crucial da identidade" -(Sprinthall e Collins, 1994: 295).
A família determina as primeiras relações sociais de um indivíduo, fornecendo os contextos para a maior parte das aprendizagens acerca das pessoas, das situações e capacidades individuais.
Erikson (1972), defende que o sentido de identidade próprio, depende largamente do contexto familiar e do desenvolvimento social, emocional e intelectual que este promove.
0 ambiente emocional, a qualidade das relações, a forma como os pais ensinam e cuidam dos filhos são factores que influenciam o indivíduo desde a infância, durante a adolescência e a entrada na vida adulta.
As transformações físicas dos adolescentes vão originar modos diferentes de relacionamento entre pais e filhos. Os adultos passam, assim, a ter novas expectativas e exigências face aos adolescentes.
As mudanças pubertárias condicionam a forma de estar quer por parte do adolescente quer por parte dos progenitores.
São três os factores que contribuem para a transformação das interacções familiares:
1 ) os adolescentes sofrem alterações a nível físico e social;
2) os adolescentes desenvolvem conceitos acerca das relações entre pais e filhos, que revelam uma maturidade crescente;
3) muitas vezes, ao mesmo tempo que os filhos estão em crise de identidade (característica deste período) os pais enfrentam um período de tensão - a chamada crise da meia idade.
As exigências de uma nova realidade, as dificuldades de adaptação e a percepção de um mundo interno constituem os elementos básicos nas mudanças que ocorrem durante a adolescência.
Hellen Deutsch considera que na adolescência o tema principal é o conflito de gerações.
Ao longo do seu desenvolvimento o adolescente pode passar por vários níveis de compreensão da natureza do seu relacionamento com os pais.
O psicanalista Peter Bios (1985) refere a desidealização parental como um dos processos psicológicos a desenvolver no início da adolescência. De facto, verifica-se nesta altura a tendência dos jovens em desvalorizar as opiniões dos pais, especialmente a do pai.
Assim, com a decepção face à imagem dos pais o adolescente vai procurar objectos identificatórios e de amor fora da família de adultos e reforço das identificações no grupo de iguais.
Dias Cordeiro (1979) afirma " ...a partir da liquidação conseguida dos imagos parentais passa a existir a possibilidade do estabelecimento de novas relações amorosas extra-familiares ". O autor considera o luto face aos imagos parentais como decisivo para o prosseguimento do curso normal da adolescência.
As alterações das relações pais/filhos são difíceis para ambos pois também os pais terão de reestruturar o tipo de relacionamento que até ai estabeleciam com os seus filhos .
No entanto, o conhecido conflito de gerações entendido como conflito aberto entre pais e filhos é questionado por alguns trabalhos. Chabrol (1984) diz não ser obrigatória a presença de conflitos marcados entre pais e filhos, pois de acordo com Mise (1980), 61% dos adolescentes consideravam-se satisfeitos com a sua família.
Sampaio num estudo em que colaborou em 1984, verificou igualmente que os adolescentes tem tendência para avaliar de forma positiva a família: 83% definem-na como " um grupo de pessoas que se ajudam umas ás outras", e 67% afirmam "local onde encontramos as nossas raízes".
Referindo o mesmo autor 74% dos jovens dizem gostar de viver com os seus pais e só 6% sairá de casa na primeira oportunidade.
Bandura (1972), confirma igualmente existirem muitos adolescentes com relações satisfatórias e cooperantes.

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O grupo dos pares

Em consequência das alterações biopsicológicas da adolescência e a desidealização parental, aparece o investimento no grupo de pares à procura de novas identificações e laços afectuosos entre iguais.
O grupo de iguais permite o reforço da identidade através da identificação, desde a necessidade de o adolescente se "separar" dos pais, permitindo projectar nos iguais a realização de fantasias, tendo por função a reparação da auto-estima.
As intensas experiências de grupo e o aparecimento de novas capacidades psicológicas, como sejam a capacidade de desobediência, pode levar à existência de conflitos. Se aquando destas novas competências, ou segundo alguns autores fenómenos de depressividade ou clivagem, surgem atitudes parentais de grandes restrições, as contestações do adolescente podem agravar-se e podem propiciar-se neste contexto comportamentos aditivos ou mesmo psicopatológicos como sejam o fumar, o começar a beber ou até experiênciar drogas, como desejo de oposição à autoridade paterna ou de aquisição de estatuto de adulto.
A pertença a um grupo é tarefa crucial para o adolescente. Neste período do desenvolvimento, o indivíduo encontra no grupo um suporte para ensaiar uma infinidade de movimentos necessários ao crescimento psicológico com que o adolescente se confronta.
O grupo de pares é um contexto de aprendizagem social que permite ao jovem reorganizar o seu modus vivendi, separando-se dos pais sem sentir a perda de não ser contido por ninguém, este é um espaço privilegiado para partilha de dúvidas e fragilidades e o caminho para a individualização adulta.
A metáfora conter / ser contido permite entender a imanência grupal, da intimidade aos aspectos psicossociais mais latos. Na adolescência, o grupo proporciona ajuda à transformação de dificuldades

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Distúrbios alimentares

As perturbações alimentares são uma das causas da morbilidade nas adolescentes sendo difíceis de tratar, dai a importância de se estar atento a alterações de comportamento no adolescente pois a sua identificação precoce é primordial.
As principais perturbações alimentares são a anorexia nervosa e a bulimia nervosa.
Sabemos que a preocupação com o peso e a figura é comum na adolescência. Uma investigação realizada com adolescentes entre os 9 e os 16 anos de idade, determinou que mais de 40% destes queriam perder peso e consideravam-se gordos.
O estudo realizado para a OMS em Portugal no ano de 1998, refere que a vontade de alterar algo no corpo é mais frequente nas raparigas e nos adolescentes mais velhos, e aparece relacionada com indícios de comportamentos de risco ( consumo de tabaco, álcool e drogas), a uma percepção de infelicidade pessoal, a um afastamento face á família, á escola e aos pares, a uma alimentação menos saudável e a um comportamento de dieta.
As raparigas são também as que mais frequentemente referem não estar satisfeitas com o seu corpo. Os resultados deste estudo sugerem também que os adolescentes que estão em dieta referem mais frequentemente não se acharem felizes e apresentam sintomatologia de mau estar físico e psicológico.
Tanto a anorexia como a bulimia são problemas complexos que envolvem a esfera da saúde mental.
A anorexia nervosa está descrita desde o Séc. XVIII, época em que as adolescentes faziam jejuns religiosos.
A doença é caracterizada por uma recusa da adolescente em se alimentar adequadamente e por uma determinação em manter o seu peso sempre abaixo dos valores considerados normais.
A quantidade e variedade de alimentos é reduzida, com grandes períodos de jejum e intensa actividade física. Apesar do aspecto excessivamente emagrecido, de uma forma geral, estas doentes referem sentir-se bem com elas mesmas.
O distúrbio de imagem corporal é outra característica psicopatológica presente na anorexia nervosa. A doente faz uma avaliação inadequada dos contornos do seu corpo, descrevendo-se como gorda, mesmo quando está visivelmente emagrecida e apresenta um medo intenso de engordar.
Em 40% dos casos de anorexia, encontram-se episódios bulímicos seguidos ou não de vómitos .
A anorexia nervosa origina complicações de ordem física e mental. A nível físico, a doente apresenta-se extremamente emagrecida, normalmente com menos 85% do peso médio calculado para a idade e altura, pele seca, lanugo, cabelo quebradiço, hipotensão arterial, hipotermia e até desidratação. Fraco desenvolvimento dos caracteres sexuais e frequentemente ausência de período menstrual.
A nível mental é comum surgirem dificuldades de concentração, irritação, períodos de desânimo, sintomas depressivos e fadiga.
A anorexia nervosa ocorre normalmente no inicio da adolescência e pode ser vista como resultado de diversos factores como estrutura de personalidade, ambiente familiar e predisposição genética.
Nos doentes com anorexia há outros aspectos presentes de ordem psicológica tais como a incapacidade de identificar estados fisiológicos e emocionais em si próprios, perfeccionismo e dificuldade em assumir a sua identidade feminina. Nas famílias destes doentes prevalecem ambientes de pouca intimidade e alto grau de exigência dos pais para com os filhos.
A anorexia nervosa é o resultado da interacção de diversos factores, pelo que o seu tratamento necessita de uma abordagem multiprofissional.
A prevalência da bulimia nervosa, de acordo com os critérios da DSM-IV, é de cerca de 1 a 2% das mulheres.
O quadro clinico desta doença, caracteriza-se por alterações do comportamento alimentar ( restrição alimentar excessiva seguido de episódios bulímicos ), sintomas depressivos e distorções cognitivas.
As distorções cognitivas da doença são semelhantes ás distorções cognitivas descritas na depressão, predominando sentimentos de desvalorização pessoal, baixa auto-estima, percepção errada de peso e aparência física.
Os comportamentos estão centrados na perda de peso, por distorção cognitiva da imagem corporal sendo frequente as doentes fazerem longos períodos de jejum, saltando refeições, diminuindo a quantidade de comida e seleccionando alimentos menos calóricos. Seguem-se episódios de bulimia com ingestão excessiva de alimentos num curto espaço de tempo, acompanhado do sentimento de perda de controle.
Logo após o episódio bulímico, a doente experimenta sentimentos de arrependimento, depressão, ansiedade e culpa que levam de novo á restrição alimentar, acompanhada do uso de laxantes e diuréticos ou até da prática de intensa actividade física.
Tanto a anorexia como a bulimia são problemas complexos que envolvem a esfera da saúde mental.

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Consumo de álcool

O consumo de álcool pelos adolescentes tem sido objecto de várias investigações.
A adolescência constitui uma fase, por excelência, para a iniciação do consumo de álcool e de outros tóxicos.
Neste período da vida o álcool tem o papel de facilitador do processo de socialização ao reduzir a tensão, a ansiedade ou ao ser também fonte de prazer e permitir a integração no grupo de pares. Pode ainda constituir uma forma de emancipação do poder paternal, ou seja funcionar como "um ritual de passagem" para o mundo adulto.
Quanto á regularidade do consumo de bebidas alcoólicas em jovens, estudos realizados nos EUA (Bachman, Johnston e O' Malley, 1981) citado por Souto-Lopes (1990) provam que os jovens bebem menos regularmente que os adultos, mas nas ocasiões propicias exageram.
Manuela Mendonça (1968/1972) citada por Souto-Lopes (1990), em pesquisas feitas em Portugal, concluiu que 56% das crianças ingerem bebidas alcoólicas quando o pai bebe moderadamente e esse valor passa para 74% quando o pai é alcoólico.
Segundo um estudo realizado por J. Negreiros (1996) no Concelho de Matosinhos a alunos do 7o ao 11o ano de escolaridade, 47% dos alunos inquiridos referiu consumir ou já ter consumido bebidas alcoólicas , dos quais 46% eram consumidores regulares de cerveja, 24% de vinho e 29% de bebidas destiladas. Conclui-se assim, neste estudo que a cerveja é a bebida mais frequentemente consumida por jovens.
De entre os jovens verifica-se também que a percentagem dos consumidores do sexo masculino é superior á do sexo feminino, seja qual for o tipo de bebida alcoólica. Segundo o mesmo estudo, a idade em que o maior numero de adolescentes se inicia no uso de bebidas alcoólicas é os 14 anos.
Actualmente verifica-se que o consumo de álcool entre os jovens tem aumentado preocupantemente e o consumo excessivo de álcool ocorre em idades cada vez menores.

O estudo HBSC da OMS (1998), apresenta as seguintes conclusões relativamente ao consumo de álcool pelos adolescentes portugueses: os jovens que experimentam ou consomem regular ou abusivamente álcool, apresentam um perfil de afastamento em relação á escola, família e colegas de ensino; apresentam também experimentação e consumo de tabaco, drogas ilícitas e envolvimento em situações de violência física; referem ainda ver televisão 4 ou mais horas por dia e despendem menos tempo em actividades físicas. De uma forma geral, referem uma alimentação menos saudável e um maior desagrado em relação á sua imagem corporal.
Assim se percebe que o consumo de álcool está frequentemente associado a outros comportamentos de risco para a saúde.

As possíveis consequências deste comportamento vão desde a ocorrência de acidentes de viação, principal causa de morte na adolescência e cirrose hepática a longo prazo.
Muitos autores referem a frequente associação do álcool com outros tóxicos. Habitualmente, assiste-se a uma escalada de tóxicos. Iniciam-se no uso de cerveja e vinho, por vezes associado ao tabaco; segue-se o haxixe, hipnóticos, psicoestimulantes e até heroina, podendo muitas vezes ocorrer a politoxicodependência.

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O Grupo na Adolescência

A Importância dos Grupos na Adolescência

O grupo, no início da adolescência, faz parte do processo de emancipação familiar, busca pela autonomia, além da identidade pessoal. Para os pais, isto é visto como uma ameaça à integridade física e psicológica de seus filhos, já que não têm mais o controle que antes possuíam sobre os procedimentos dos mesmos. Para os adolescentes o grupo representa o apoio que necessitam para a experiência social de ser, desempenho dos papéis sociais e, especialmente, o desafio para crescimento psicológico e emancipação da influência familiar. Trata-se de uma etapa elementar do desenvolvimento em direcção à vida adulta e à autonomia afectiva. Concomitante a essas necessidades, os adolescentes precisam procurar a definição de si próprios e sentir que pertencem a determinado grupo. Estes são os principais motivos que fazem com que prefiram mais a companhia de amigos que a de familiares. Tudo o que a família interdita, o grupo permite: já que não puderam escolher os pais, compensam tal imposição, escolhendo o grupo ou amigo com que mais se identificam. O grupo ainda oferece a oportunidade de alargar o seu círculo de influência, de simpatia, o inverso do que o jovem vivencia na sua família, já que esta, inconscientemente, opõe-se à sua entrada em meios que lhe sejam estranhos ou desconhecidos. O que os pais desconhecem é que, em plena fase da procura de autonomia, um grupo representa para seus filhos uma das formas de afirmação do Eu, um refúgio para suas problemáticas essenciais, medos, angústias, já que todos são semelhantes e, aliando-se, tornam-se mais fortes, criando uma sociedade à imagem peculiar e típica da adolescência, sendo regida por seus próprios estatutos. Quando um jovem adere a um grupo, inicia seu processo de organização colectiva, permitindo afirmar-se com toda segurança, tendo em conta o que os outros membros do grupo pensam e sentem como ele. Com isso, sente-se mais livre para se exprimir livremente, semreceio de não ser compreendido, pois os valores são comuns a todos do grupo, prevalecendo a fidelidade e a lealdade. É dentro do grupo que o jovem encontra o espaço que precisa para desenvolver o seu Eu com segurança, o que facilita a sua auto-afirmação.

Em situações de conflito, porém, o jovem poderá procurar o apoio de outras pessoas, familiares ou não, o que pode conduzi-lo a processos de indisciplina e de violência. O adolescente sabe que, no grupo, pode dar razão à sua agressividade pessoal, além de facilitar que seja colocado em prática seu imaginário aventureiro, frustrações e rebeldias. Daí a importância dos pais quanto à vigilância dos grupos com os quais os seus filhos convivem, identificando certos comportamentos prejudiciais ao desenvolvimento, tanto da personalidade, como do processo de socialização.

Em resumo, conclui-se que a responsabilidade pelos actos anti-sociais cometidos pelo adolescente, não depende apenas do grupo ao qual se integrou (como se queixam os pais de filhos considerados "problemáticos"), mas, de um conjunto de factores que condicionam a formação pessoal do adolescente, passando pelos diferentes tipos de relações desenvolvidas pelas famílias que funcionam como intermédio da passagem dos adolescentes para o convívio social.

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Depressão e suicídio

" A tentativa de suicídio juvenil, mesmo que não tenha gravidade biológica, é sempre um sinal de alarme, pois traduz um fracasso do processo da adolescência " Sampaio (1999).

A posição da sociedade face ao suicídio tem-se modificado ao longo da história. Como refere Prats (1987) " não há nenhuma sociedade ou micro cultura, qualquer que seja o período histórico considerado, onde não exista suicídio, embora gerido em cada uma delas de forma diferenciada, conforme a sua mentalidade e ideologia especificas sobre a vida e o seu valor social e simbólico, sobre a morte e o significado do após a morte".
A compreensão do suicídio tem forçosamente de ser visto á luz do seu enquadramento cultural. No século XIII, o suicídio é considerado pecado, ideia veiculada por S. Tomás de Aquino, à semelhança de Santo Agostinho no século IV. Nessa época, o corpo do suicida não era merecedor de um enterro cristão e era exposto em praça pública como forma de dissuasão.
No século XIX, com o contributo da Sociologia, o suicido é analisado à luz da ciência.
Em 1897 os primeiros estudos sobre o suicídio por Emile Durkheim, seguido de Sigmund Freud e Karl Meninger.
Durkheim (1897), define desta forma o suicídio " todo o caso de morte que resulta directa ou indirectamente de um acto positivo ou negativo praticado pela própria vitima, acto que a vitima sabia produzir esse resultado".
Vaz Serra (1971) define o suicídio como " Suicidio-autodestruição por um acto deliberadamente realizado para conseguir este fim".
Por seu lado a OMS (1984) considera o suicídio como um fenómeno complexo, multifacetado, necessitando de esforços coordenados de vários sectores, unidos através de uma correcta metodologia de intervenção o mais objectiva possível.
Em Portugal, o suicídio é a segunda causa de morte entre os 15 e os 24 anos, após os acidentes de viação (INE, 1990).
No sentido de fazer face ao problema do suicídio no adolescente, é inequívoca a necessidade de se compreender as tentativas de suicídio juvenil.
A análise internacional das tentativas de suicídio em adolescentes e jovens adultos, refere que o seu numero tem aumentado, ultrapassando largamente os valores dos adultos em idade média ou terceira idade (OMS, 1984).

Segundo Sampaio (1999), o crescente numero de tentativas de suicídio justifica o estudo de casos de tentativas de suicídio, pela dimensão preventiva quer de recidivas quer da concretização do suicídio .
As autópsias psicológicas, isto é o estudo retrospectivo dos suicídios consumados realizados noutros países tem demonstrado a importância da depressão e alcoolismo na história pré-suicidária .
Para compreendermos a tentativa de suicídio em jovens, devemos ter em consideração a potencialidade depressiva deste período do desenvolvimento.
A adolescência é " uma fase longa do ciclo de vida, de contornos indefinidos, em que o conflito se joga cada vez mais no palco familiar, com a afectividade pesada em crenças e mitos de lealdade, engendrando culpa, ansiedade e/ou ressentimentos mútuos" (Fleming, 1983) " ...mas é também uma fonte inesgotável de criatividade individual e familiar, um cenário de trocas afectivas intensas e onde a vida e a morte surgem constantemente. É neste quadro complexo que tantas vezes surge a tentativa de suicídio... ".

No período da adolescência, o diagnóstico de depressão não é fácil de realizar, pois no adolescente normal podem existir : "...momentos depressivos na adolescência, como resposta a situações de frustração e perda que ocorrem durante este período ".
No entanto, há situações clinicas de depressão que se afastam do desenvolvimento normal, com a dificuldade acrescida de que muitas vezes a depressão surge de uma forma não nítida .
Fernandes da Fonseca (1961), refere que surge por vezes, um conjunto de perturbações somáticas, que designou de equivalentes afectivos, como por exemplo crises reumatóides, nevrálgicas, crises asmatiformes, queixas gástricas recorrentes e diversas dermatoses. Muitas vezes, quando estes quadros somáticos desapareciam davam lugar a estados depressivos.
Momentos depressivos na adolescência são frequentes e podem contribuir para a resolução das tarefas deste período, no sentido de atingir a idade adulta. Estes momentos permitem a elaboração reflexiva das perdas emocionais.
Como defende Amaral Dias e Vicente (1984), existem 5 lutos obrigatórios no desenvolvimento normal do adolescente:
a) luto pela fonte de segurança - corresponde ao luto da mãe refúgio;
b) luto renovado pelo objecto edipiano - relacionado com o desinvestimento dos aspectos edipianos dos pais;
c) luto pelo ideal do Eu - devido á perda da imagem dos pais idealizados, fonte principal do ideal do Eu, á medida que o adolescente se confronta com a realidade exterior;
d) luto pela bissexualidade - com a escolha do objecto heterossexual ;
e) luto pelo grupo - o adolescente deverá a pouco e pouco afastar-se do grupo e ser capaz de viver independentemente, ao mesmo tempo que aprende a estar só


Golberg (1981) refere existir uma correlação significativa entre níveis altos de sintomatologia depressiva e ideação suicida, em jovens de 18-20 anos o que demonstra a importância do diagnóstico da depressão no estudo e tratamento da conduta suicidaria em jovens.
O gesto autodestrutivo é a tentativa desesperada de alterar uma situação insustentável uma vez esgotada as outras possibilidades. O jovem que tentou o suicídio fracassou no seu processo de desenvolvimento, a nível da relação com os pais, da relação com os companheiros e da sua identidade sexual. Este fracasso determina uma visão negativa de si próprio, processo este que provavelmente se terá iniciado durante a infância.
Laufer (1975) considera a tentativa de suicídio juvenil como uma súbita e grave ruptura que o adolescente experimenta: " ...invadido por uma tão grande quantidade de sentimentos que o impedem de fazer qualquer coisa para lidar com eles, respondendo de uma forma fora da realidade, atacando o seu corpo e pondo em perigo a sua vida".
Sampaio atribui grande importância ás perturbações afectivas na compreensão do acto suicida, e considera em muitos casos um retorno á posição depressiva, com grande ambivalência face aos objectos de amor e grande quebra de auto-estima, terreno favorável ao aparecimento da tentativa de suicídio.
No seu estudo sobre tentativas de suicídio juvenil, chama a atenção para algumas características:
a) são adolescentes que afirmam sofrer de aborrecimento, isto é um sentimento de mal estar crónico, de falta de prazer nas actividades que realizam e na relação com os outros;
b) têm uma visão negativa de si próprios, com uma auto-definição do tipo calado-triste-pessimista-inseguro-insociável (baixa acentuada de auto-estima);.
c) as famílias destes adolescentes são caracterizadas por um certo isolamento social, com escassas relações sociais significativas (amigos, familiares e vizinhos), funcionando como sistemas rígidos com dificuldade de adaptação á mudança, e dificuldades de comunicação intra-familiar. São também frequentes condutas suicidarias nestas famílias;
d) quanto ás relações sociais, estes jovens tendem a isolar-se. E o seu relacionamento com colegas e professores é do tipo conflituoso. As suas relações com amigos, vizinhos e familiares são também escassas, á semelhança da sua família.
O grupo de jovens permite ao adolescente deixar a família e ter acesso á sociedade onde porá em prática as normas e valores que interiorizou, apesar do seu comportamento "agressivo" no interior da família (Segalen, 1981).
O jovem necessita dos seus companheiros para adquirir uma unidade interna básica para prosseguir o seu desenvolvimento. O isolamento social e a não integração em, grupo de jovens contribuem para a impossibilidade de atingirem uma identidade sexual e uma estrutura de carácter, que caracteriza o final da adolescência.
Sampaio considera que o gesto suicida do adolescente é uma metacomunicação, ou seja, uma comunicação sobre a comunicação familiar.
Estas famílias são sistemas caracterizados por uma rigidez, incapazes de negociar as finalidades individuais do jovem com as finalidades da própria família.
As tentativas de suicídio nos jovens ocorrem na maior parte dos casos em casa destes e com familiares nas proximidades; normalmente não é um gesto impulsivo e decorre após um período de dificuldade onde esteve presente a ideação suicida; a forma mais frequentemente utilizada é a intoxicação medicamentosa com medicação existente em casa.
A tentativa de suicídio do adolescente corresponde a um triplo fracasso nas vertentes que caracterizam este período do desenvolvimento, e que são a vertente individual, familiar e social do jovem, não conseguindo por isso realizar as tarefas maturativas da adolescência.

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Adolescência

A adolescência foi reconhecida como um período de desenvolvimento humano há relativamente pouco tempo.
Na nossa sociedade, no inicio do século XX, apenas há referência a duas idades; a infância e a idade adulta, pois a criança passava do meio familiar onde aprendia os ofícios e as artes dos mais velhos, para o mundo do trabalho.
Em termos históricos, considerava-se a idade dos 12 ou 13 anos o momento exacto para o assumir papéis e responsabilidades ligados à vida adulta. "Apenas no último século, a educação pública obrigatória foi alargada aos anos de adolescência, e foram oficializadas outras definições legais de vida adulta, as quais ajudaram a definir a adolescência como distinta da idade adulta".
Também Aries (1978) considera que o aumento da escolaridade é o factor mais significativo na determinação da adolescência como etapa de desenvolvimento. Há assim um atraso na entrada no mundo do trabalho, sobretudo nas comunidades urbanas, permitindo a valorização da família e do grupo de jovens.
A adolescência, tal como hoje é entendida, é uma realidade histórica relativamente recente e representa o resultado do prolongamento entre a maturidade biológica e o assumir de papeis sociais como adulto.
Hall (1904) , pioneiro em estudos sobre a adolescência considerou este período como um estádio único do desenvolvimento. Para Stanley Hall, a adolescência não é um interlúdio desprezível entre dois estádios, nem constitui apenas um período preparatório para o estádio seguinte. Este autor afirmava que neste estádio cada pessoa experienciava pela segunda vez, todos os estádios anteriores do desenvolvimento mas a um nível mais complexo (perspectiva maturacionista).
Hall (1904), designava esta etapa como de grande Sturm und Drang ( tensão e agitação ). Apesar de afirmações exageradas, Hall teve um papel relevante na criação de um lugar para a adolescência no desenvolvimento da espécie humana.
Mas quem clarificou a perspectiva maturacionista foi Sigmund Freud, que se debruçou sobre as causas dos problemas emocionais na vida adulta. Freud construiu uma visão sobre a natureza do Homem considerando as pulsões instintivas inatas em cada pessoa como determinantes nas experiências mais importantes ao longo da vida do indivíduo.
Para Freud as pulsões eram fontes de energia que impulsionavam os indivíduos a manifestar diferentes tipos de comportamentos, à semelhança de Hall, também considerava a adolescência como um período necessária e inevitavelmente difícil e turbulento.
De acordo com este médico, a turbulência da adolescência surge devido às necessárias transformações psicológicas que facilitam o estabelecimento de relações heterossexuais saudáveis e maduras na vida adulta. Ou seja, a turbulência dos adolescentes deriva das tensões de tentar encontrar um centro de interesse satisfatório para os seus sentimentos heterossexuais, ao mesmo tempo que são confrontados com a necessidade de se tornarem independentes dos pais.
Para questionar a perspectiva maturacionista, surgem os estudos de antropólogos culturais como Margaret Mead (1928). Estes consideram que a hipótese de agitação e tensão não é necessariamente verdade.
Em estudos realizados, alguns antropólogos verificaram que em outras culturas esta transição para a idade adulta processa-se de forma tranquila.
Os antropólogos culturais dão mais ênfase á perspectiva ambientalista sobre a adolescência. Para Albert Bandura (1969), a aprendizagem social é a base de todas as perturbações e dificuldades que ocorrem na adolescência. Estas dificuldades reflectem a natureza das aprendizagens da infância e a forma como essa aprendizagem os apetrecha face às exigências desse período.
Com a industrialização e em particular nas sociedades ocidentais, a adolescência adquiriu estatuto próprio. Aliás, Braga da Cruz e ai. (1984) consideram que o aparecimento da juventude é produto histórico resultante do processo de industrialização tecnológica das sociedades e da escolarização de massas.
A OMS, definiu a adolescência como o período de vida entre os 10 e os 19 anos inclusive.
Já em 1984 a OMS apresentava o conceito de adolescência, como sendo o período de vida de transição da infância para a vida adulta, caracterizada pelo esforço em alcançar as metas relacionadas com as expectativas do meio cultural, e pelo desabrochar do desenvolvimento físico, mental, emocional e social.
Enquanto que o início da adolescência está habitualmente associado com o começo da puberdade e o aparecimento das características sexuais secundárias, o final da adolescência tem uma definição pouco clara. Ela varia grandemente de cultura para cultura, tanto quanto a preocupação pela obtenção de independência adulta.
SamBraga da Cruz e ai.(1984), refere que os limites da juventude assim como os da chamada " terceira idade" não são limites cronológicos, mas sociais e culturais, dependendo fundamentalmente da sua capacidade activa em sociedade.
A saúde e o bem-estar dos adolescentes são então reconhecidos como elementos chave do desenvolvimento humano, pois os problemas e experiências ocorridos nesta fase têm repercussões na vida e saúde/ doença do futuro adulto.
A adolescência será provavelmente o período do ciclo de vida do indivíduo em que ocorrem o maior numero de mudanças, desde físicas, cognitivas, comportamentais e sociais.
Com o processamento de tantas tarefas e a necessidade de reajuste a tantas modificações, é comum designar-se este período como "crise da adolescência", "turbulência transitória".
O ponto de partida de todo este processo que se inicia pelos acontecimentos biológicos da puberdade, acresce de um conjunto de problemas psíquicos e sociais e termina com a formação de valores e identidade que caracterizam a idade adulta.
Ao longo da adolescência verifica-se um envolvimento activo no relacionamento com os outros, fundamental para a construção da identidade e autonomia, papel essencial levado a cabo pelo grupo de pares.
Tal como outros antropólogos, Bandura não defende que a adolescência seja, inevitavelmente um período de agitação e tensão. Independentemente das dificuldades que possam surgir devem ser encaradas como o resultado de experiências ambientais e não como um período de desenvolvimento humano inevitavelmente difícil. Ele afirmava que o comportamento anti-social era um modelo aprendido provavelmente durante a infância no contexto de família e comunidade.
Também para Erikson(1972), a adolescência não constitui, em si mesma, um processo mórbido. Trata-se antes de um processo normativo de organização estrutural da personalidade, processo esse em cuja sedimentação existe uma certa descontinuidade.
O tomarmos conhecimento das tarefas de uma adolescência normal, permite-nos compreender os problemas que frequentemente surgem , no entanto as grandes alterações biológicas e psicossociais não significam necessariamente consequências negativas. Investigações recentes referem que os adolescentes apresentam uma "predisposição optimista" (OMS, 1996) .
"...a adolescência é basicamente festa, descoberta, invenção, e é importante que tenhamos a ideia que , na maioria dos casos, isto corre muito bem "

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Grupos Sociais

Grupos Sociais

Um grupo social é um conjunto de pessoas pertencentes a uma mesma sociedade que se relacionam com o fim de alcançar objectivos comuns e compartilhar os mesmos interesses, portanto partilham ideias que condicionam as suas vidas.

Podemos definir um grupo social como um conjunto de pessoas que pertencem a uma mesma sociedade que se relacionam com o fim de alcançar objectivos comuns e partilham uma interdependência funcional, substituindo a simples soma de indivíduos alheados e isolados. É esta interdependência a causa da forte influência do grupo sobre a conduta dos seus integrantes.

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Grupos

Grupos

Segundo Aristóteles, “o Homem é um animal social”, e, desde que nasce, inicia um processo de socialização que passa pela sua inclusão em grupos: primeiro o da família, depois o da sua turma na escola... Cada um de nós se integra em diversos grupos simultaneamente. Os grupos são unidades sociais, constituídas por pessoas com papéis interdependentes, orientadas para objectivos e interesses comuns e que regulam o seu comportamento por um conjunto específico de normas. O grupo é, então, um conjunto humano estruturado, onde cada elemento desempenha o papel que lhe foi atribuído, cumprindo normas e modelos específicos e orientando-se para objectivos e valores comuns.

A interacção grupal refere-se à relação de reciprocidade que se estabelece entre os elementos do grupo. Verifica-se a ocorrência de interacção quando a acção de um sujeito tem efeito, funciona como um estímulo para outro e vice-versa. Há, assim, uma influência mútua dos comportamentos, contudo, o conjunto de processos que envolvem a interacção grupal varia de acordo com a dimensão do grupo, de acordo com o número de interacções que se podem estabelecer. Por exemplo, numa turma de 30 alunos podem-se estabelecer 435 relações. Kurt Lewin interessa-se pelos fenómenos de interacção grupal, considerando que cada grupo tem uma dinâmica própria, constituindo o grupo, não um somatório dos seus elementos, mas um conjunto de indivíduos interdependentes que estabelecem entre si relações dinâmicas.

Uma subcultura constitui um sistema de valores, crenças, atitudes ou estilos de vida e normas que se opõe ao sistema cultural dominante, mas que são, também, parte integrante da sociedade.

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Declaração

Declaração de Autorização
Publicação de Conteúdo Visual

O grupo recorreu a diversos métodos de recolha e tratamento de imagem, obtendo, assim, conteúdo audiovisual que pretende publicar na Internet. Segundo o que está previsto na Lei, será necessário obter uma Declaração devidamente assinada pelas pessoas presentes no referido conteúdo de modo a garantir o consentimento de todos os participantes nas filmagens que o grupo efectuou.


Declaração de Autorização Publicação de Conteúdo Visual:

Eu, _________________________________________________________, autorizo o Grupo 6 da Turma 12ºC3 da Escola Secundária de Miraflores a publicar no seu site da internet (http://tribosurbanas-ap.blogspot.com) o conteúdo visual no qual estou presente. Autorizo, também, eventuais alterações gráficas que o Grupo considere necessárias, aquando da sua publicação, desde que estas não alterem significativamente o conteúdo da filmagem.
Declaro ainda que os dados e conteúdos da publicação poderão estar disponíveis no site multimédia http://www.youtube.com/ de modo a facultar o acesso por parte de visitantes não direccionados a partir do site do trabalho de Área de Projecto.




Miraflores, ___ de ____________ de 2010

O(a) Declarante,

________________________________________

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Homem, Cultura e Socialização

Homem, Cultura e Socialização

O Homem é um ser social e desde que nasce passa por um processo de socialização que consiste num processo de integração do indivíduo na sociedade em que vive. A socialização é um processo espontâneo em que aprendemos valores, normas e modelos comportamentais próprios da nossa cultura. Por cultura entende-se aquilo que o Homem adquire ao longo do tempo, em contacto com o meio social, e que transmite às gerações vindouras, ou seja, o conjunto das produções materiais; os comportamentos; as tradições e os costumes; os valores; as formas de expressão; as normas políticas, religiosas e morais; a concepção do mundo; o conjunto de saberes organizados nas ciências e a organização social. O conceito de cultura diz respeito quer a aspectos materiais quer a espirituais, como, por exemplo, a alimentação, a educação, a higiene, a família, a morte, a justiça, as crenças, o lazer, a organização social e política...
A cultura é um fenómeno universal que se manifesta em todas as sociedades com o objectivo de satisfazer as necessidades humanas. Contudo, não há uma cultura, mas várias culturas. Podemos, então, falar de relatividade cultural e esta diversidade manifesta-se em diferentes padrões culturais.
Padrões culturais são o conjunto de comportamentos comuns aos membros de uma cultura, de um grupo social. Assumimos, constantemente, comportamentos padronizados relativamente às manifestações de afectividade, aos conceitos de bem e de mal, à forma de ver e pensar...
Em suma, aquilo que nós somos é condicionado pela cultura em que estamos inseridos e pelas normas que ela nos dita. Isto porque, desde que nascemos, passamos por um processo de aculturação ou assimilação da cultura.
A aculturação diz respeito ao complicado processo de contacto cultural em que cada um de nós vai assimilando hábitos e valores culturais novos; a aculturação consiste no conjunto de mudanças culturais que ocorrem num modelo cultural original, devido ao contacto contínuo com outros modelos diferentes. Por exemplo, um emigrante terá de alterar práticas, costumes e crenças de acordo com os valores e normas do país em que se procura integrar.

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Atitudes

Atitudes

As atitudes são tendências, “predisposições adquiridas e relativamente estáveis que levam o indivíduo a reagir positiva ou negativamente em relação a qualquer objecto de natureza social”. Este objecto é bastante diversificado, já que podemos assumir atitudes face a ideias (justiça, liberdade), a situações (acidente, cena de violência), a instituições (família, escola, Estado), a objectos materiais (computador, carro), a pessoas (jornalista, político)...
Allport (1890-1976), na sua obra “Atitudes”, sintetiza este conceito, afirmando que uma atitude “é gostar ou não gostar de alguma coisa ou de alguém”. A atitude influencia o nosso comportamento e é a partir deste que inferimos as atitudes que estão por detrás dele, mas há que distinguir atitude e comportamento, pois a atitude é apenas uma reacção potencial relativamente a um objecto.

Podemos diferenciar três componentes nas atitudes:

1. A componente cognitiva - a atitude inclui um conjunto de ideias, juízos e crenças sobre determinado objecto, ou seja, aquilo que acreditamos ser verdadeiro relativamente ao objecto.

2. A componente afectiva - a atitude engloba sentimentos positivos ou negativos face ao objecto, engloba uma dimensão emocional, o nosso sistema de valores.


3. A componente comportamental - a atitude faz com que a pessoa se comporte de determinada maneira, é constituída pelo conjunto de reacções em relação ao objecto.

A origem das atitudes é de nítida influência social, não nascemos com atitudes pré-estabelecidas, mas, através do processo de socialização, vamos adquirindo a noção do bom e do mau, do permitido e do proibido...

Assim, podemos falar da influência da família, da escola e do grupo de pares:

• Infância - os pais desempenham o papel de modelos perante a criança, que também é influenciada por outros adultos, como professores, padres ou outras pessoas com quem a criança mantém uma relação afectiva significativa.

• Adolescência - o adulto vai perdendo credibilidade e os pais, os professores e outros adultos são substituídos pelos amigos; o grupo de pares (amigos) contribui de forma preponderante para a mudança de atitudes desta fase; a escola e a educação também assumem um papel fundamental ao nível da aquisição de conhecimentos e ao nível social e valorativo.

• Idade adulta - é mais estável relativamente às atitudes, ocorre uma cristalização das mesmas, não sendo muito fácil a mudança de comportamentos a partir dos 30, 35, pelo menos ao nível das atitudes fundamentais (as de índole política, religiosa e moral).

Os factores que levam à mudança de atitudes são muito diversos, sendo, contudo, mais fácil mudar de atitude relativamente a um objecto do qual se tem um sentimento fraco ou sobre o qual se tem pouca informação. Pessoas, situações e objectos que não fazem parte da nossa experiência próxima conduzem, também, mais facilmente à mudança de atitudes. Uma experiência traumática poderá levar à modificação de atitudes. A propaganda e a publicidade emitem mensagens com o objectivo de nos persuadir no sentido de tomar esta ou aquela atitude. Organizações estatais ou instituições não governamentais levam a cabo campanhas de sensibilização do público para promover a mudança de atitudes face a uma série de aspectos - prevenção rodoviária, violência, Sida...